
... Nem mais. Pelo menos foi isso que eu pensei, quando há uns tempos atrás ouvi algo que me deixou, digamos, surpreso. Surpreso o suficiente para, com algum entusiasmo, me precipitar para ressuscitar este pobre blogue cujo único mérito foi conhecer o murro do Scolari e a mensagem de um tresloucado adepto do Gil Vicente.
Mas adiante, a razão pela qual o grande Artur Albarran está connosco a dizer aquelas palavras que ele sabe tão bem surgiu este Verão quando eu estava em casa de uma amiga com a minha irmã em Monte Gordo. A razão foi dada a conhecer à minha pessoa durante uma tarde quente a seguir ao almoço. A razão foi recebida com um "Não pode!!!" e contra-atacou com um "Ai é? Vais Ver!". E de facto a razão fez ver. Eis a razão:
Diabólica, eu sei. Por vezes a razão tem uma maneira brutal de se impor. Como o de uma criatura de 50 anos convencida que anda pelos 20 e uns editores chanfrados que a apoiaram nesta loucura. Se bem que ela até tenha jeito para o negócio, o Manta Beach até faz sucesso.
De certo que era nisto que o Artur Albarran pensava sempre que gravava o Vidas Reais como sendo, sem dúvida, a mais próxima demonstração daquilo que ele procurava transmitir. Pena que tenha chegado 10 anos mais tarde.
De qualquer maneira, a insónia já está a passar (para mim, confio que tem tiver visto esta capa não durma nos próximos tempos com medo de pesadelos), e portanto vou-me. Talvez volte, se houver razão para isso.
