sábado, 5 de dezembro de 2009

A questão é

Muitas vezes somos defrontados com um sem número tipo de questões complexas que podem suscitar toda uma panóplia de respostas diferentes. Porém, vamos concentrar-nos apenas numa e nas suas possíveis respostas, dadas pelas mais ilustres mentes da actualidade, passado e não só:

Porque é que o frango atravessou a rua?





Professora Primária
"Porque o frango queria chegar ao outro lado da rua."

Criança
"Porque sim."

Platão
"Porque queria alcançar o Bem."

Aristóteles
"Porque é da natureza do frango atravessar a rua."

Descartes
"O frango pensou antes de atravessar a rua, logo, existe."

Rousseau
"O frango por natureza é bom; a sociedade é que o corrompe e o leva atravessar a rua."

Freud
"A preocupação com o facto de o frango ter atravessado a rua é um sintoma de insegurança sexual."

Darwin
"Ao longo dos tempos, os frangos vêm sendo seleccionados de forma natural, de modo que, actualmente, a sua evolução genética fê-los dotados da capacidade de cruzar a rua."

Einstein
"Se o frango atravessou a rua ou se a rua se moveu em direcção ao frango, depende do ponto de vista... Tudo é relativo."

Martin Luther King
"Eu tive um sonho. Vi um mundo no qual todos os frangos livres podem cruzar a rua sem que sejam questionados os seus motivos. O frango sonhou."

George W. Bush
"Sabemos que o frango atravessou a rua para poder dispor do seu arsenal de armas de destruição maciça. Por isso tivemos de eliminar o frango."

Cavaco Silva
"Porque é que atravessou a rua, não é importante. O que o país precisa de saber é que, comigo, o frango vai dispor de uma conjuntura favorável. Não colocarei entraves para o frango atravessar a rua."

José Sócrates
"O meu governo foi o que construiu mais passadeiras para frangos. Quando for reeleito, vou construir galinheiros de cada lado da rua para os frangos não terem de a atravessar. Cada frango terá um documento único de identificação e será avaliado e tributado de acordo com a sua falta de capacidade para atravessar a rua."

Mário Soares
"Já disse ao frango para desistir de atravessar a rua! Eu é que vou atravessar! Não vou desistir porque sei que os portugueses querem que eu atravesse outra vez a rua!!!"

Manuel Alegre
"O frango é livre, é lindo, uma coisa assim... com penas! Ele atravessou, atravessa e atravessará a rua, porque o vento cala a desgraça, o vento nada lhe diz!"

Jerónimo de Sousa
"A culpa é das elites dominantes, imperialistas e burguesas que pretendem dominar os frangos, usurpar os seus direitos e aniquilar a sua capacidade de atravessar a rua, na conquista de um mundo socialista melhor e mais justo!"

Francisco Louçã
"Porque é preciso dizer olhos nos olhos que só por uma questão racista o frango necessita de atravessar a rua para o outro lado. É uma mesquinhice obrigar o frango a atravessar a rua!"

Valentim Loureiro
"Desafio alguém a provar que o frango atravessou a rua. É mentira...!!! É tudo mentira!!!"

Paulo Bento
"O frango atravessou a rua com naturalidade... Era isso que esperávamos e foi isso que aconteceu, com muita naturalidade. O frango ainda é muito jovem e estas coisas pagam-se caro."

Zézé Camarinha
"Porque foi ao engate! É um verdadeiro macho, viu uma franga camone do outro lado da rua e já se sabe, não perdoou!"

Lili Caneças
"Porque se queria juntar aos outros mamíferos."

Pois, eu também acho.

domingo, 22 de novembro de 2009

Curiosidade Estatística



Apresento-vos a Christian Serratos. Nascida em 90 (ya, bué novinha), esteve presente numa série de filmes para raparigas adolescentes e gays homossexuais, tipo Hannah Montana. Recentemente foi promovida à primeira liga - ou assim dizem, não vi nenhum dos filmes e tanto quanto sei não tenciono ver - com a saga Twilight. Em consequência desta sua ascensão de popularidade e do facto de ser vegetariana, a PETA (People for the Ethical Treatment of Animals), organização que se intitula a maior do mundo no que à defesa dos animais diz respeito, recrutou-a para uma das suas campanhas quanto à utilização de peles. E bem recrutada, a rapariga não tem nada mau aspecto e vem juntar-se a uma longa lista de celebridades que já se despiram por esta causa ou outras semelhantes. Entre as ilustres celebridades encontram-se Eva Mendes, Roselyn Sanchez, Alicia Silverstone, Sophie Monk, Pamela Anderson (armou-se em modesta desta vez), Karina Smirnoff ou Tony & October Gonzalez e outros. A minha favorita é no entanto a Joanna Krupa.

A questão que se levanta aqui é muito simples. Até que ponto a PETA não se tornou a "People with the Erotic Trend Announcements"? Para responder a esta pergunta, sugiro que se faça um estudo que compare a quantidade de pessoas que mudaram o estilo de vida graças a estes anúncios - ou fizeram uma doação significativa à PETA - com a quantidade de pessoas (homens e mulheres) que se masturbam a olhar para os ditos anúncios. Acho que percebem onde eu quero chegar :P

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Ig-Nobel Prizes

Muita gente ainda não ouviu falar deles e isso é uma pena. Por isso venho divulgá-los hoje às duas ou três pessoas que lêem este blog.. se tanto.

Para começar, foram instituídos em 1991 com um objectivo: "Primeiro fazer as pessoas rir, e depois fazê-las pensar" .

O nome Ig-Nobel está de facto relacionado com a palavra Ignoble (ignóbil em português) mas na verdade os prémios são apresentados e entregues por verdadeiros laureados com verdadeiros Prémios Nobel.

Originalmente atribuidos numa cerimónia no MIT, mudaram-se há alguns anos para Harvard e têm atraído sorrisos, uns mais amarelos que outros. Isto porque muitas vezes, as descobertas mais ridículas às vezes tornam-se nas mais importantes.

Vamos passar então aos prémios deste ano:

Medicina Veterinária - Catherine Douglas e Peter Rowlinson da Universidade de Newcastle no Reino Unido por demonstrarem que vacas com nomes produzem mais leite que vacas anónimas.

Paz - Stephan Bolliger, Steffen Ross, Lars Oesterhelweg, Michael Thali e Beat Kneubuehl da Universidade de Berna na Suíça por determinarem se é preferível levar na cabeça com uma garrafa cheia ou uma garrafa vazia.

Biologia - Fumiaki Taguchi, Song Guofu e Zhang Guanglei da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade de Kitamato no Japão por descobrirem que os restos de comida produzidos por uma cozinha podem ser reduzidos 90% em massa através da extracção de uma bactéria presente nas fezes de Pandas.

Medicina - Donald L. Unger de Thousand Oaks, Califórnia, EUA, por investigar as causas de artrite nos dedos das mãos "estalando" diligentemente os dedos da mão esquerda (mas não da direita) ao longo de 60 anos.

Economia - Os directores, executivos e auditores dos quatro maiores bancos Islandeses - Kaupthing Bank, Landsbanki, Glitnir Bank, e Central Bank of Iceland - por demonstrarem com sucesso que pequenos bancos se podem tornar rapidamente em grandes bancos e vice-versa (e por demonstrarem que se pode obter um efeito semelhante a nível nacional).

Física - Katherine K. Whitcome da Universidade de Cincinnati, Daniel E Lieberman da Universidade de Harvard e Liza J. Shapiro da Universidade do Texas por analíticamente determinarem porque é que mulheres grávidas não caem quando estão em pé.

Química - Javier Morales, Miguel Apatiga and Victor M. Castano da Universidad Nacional Autonoma no México por criarem um filme de diamante a partir de tequilla.

Literatura - A Guarda da Paz da Irlanda (equivalente à GNR) por escrever e apresentar mais de 50 multas ao mais reincidente infractor do país - Prawo Jazdy - cujo nome em Polaco quer dizer "Carta de Condução".

Saúde Pública - Elena N. Bodnar, Raphael C. Lee e Sandra Marijan de Chicago por inventarem um sutiã que pode ser convertido rapidamente em duas máscaras de gás - uma para o utilizador, a outra para alguém que esteja ao lado.

Matemática - Gideon Gono, governador do Banco da Reserva do Zimbabué, por dar às pessoas uma maneira simples e fácil para as pessoas lidarem com um vasto espaço de números e casas decimais ao ordernar ao seu Banco que imprimisse notas que vão de um cêntimo a cem biliões de dollars.




Mais pode ser visto em: http://improbable.com/ig/

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Autárquicas: The Final Countdown

Bem, vamos chafurdar um pouco na lama... bela palavra, chafurdar... e demonstrar o poder e exuberância autárquica em toda a sua glória - atraves da atribuição de muy merecidos prémios.


Prémio "Diga bom dia com Mokambo"







Prémio "Suspense"





Prémio "Sem Espinhas" I






Prémio "Sem Espinhas" II






Prémio "Põe tua mão na mão do teu Senhor"






Prémio Figurantes






Prémio "Mãos na massa"






Prémio "die hard"






Prémio Madre Teresa






Prémio Carreira (Edição Dupla)










E o melhor, O Prémio Sinceridade






Magnifico, eu sei. Qual falta de inovação, este país é só criatividade!

pelagiado por yours truly

domingo, 23 de agosto de 2009

O Drama, A Tragédia, O Horror...


... Nem mais. Pelo menos foi isso que eu pensei, quando há uns tempos atrás ouvi algo que me deixou, digamos, surpreso. Surpreso o suficiente para, com algum entusiasmo, me precipitar para ressuscitar este pobre blogue cujo único mérito foi conhecer o murro do Scolari e a mensagem de um tresloucado adepto do Gil Vicente.

Mas adiante, a
razão pela qual o grande Artur Albarran está connosco a dizer aquelas palavras que ele sabe tão bem surgiu este Verão quando eu estava em casa de uma amiga com a minha irmã em Monte Gordo. A razão foi dada a conhecer à minha pessoa durante uma tarde quente a seguir ao almoço. A razão foi recebida com um "Não pode!!!" e contra-atacou com um "Ai é? Vais Ver!". E de facto a razão fez ver. Eis a razão:


Diabólica, eu sei. Por vezes a razão tem uma maneira brutal de se impor. Como o de uma criatura de 50 anos convencida que anda pelos 20 e uns editores chanfrados que a apoiaram nesta loucura. Se bem que ela até tenha jeito para o negócio, o Manta Beach até faz sucesso.

De certo que era nisto que o Artur Albarran pensava sempre que gravava o Vidas Reais como sendo, sem dúvida, a mais próxima demonstração daquilo que ele procurava transmitir. Pena que tenha chegado 10 anos mais tarde.

De qualquer maneira, a insónia já está a passar (para mim, confio que tem tiver visto esta capa não durma nos próximos tempos com medo de pesadelos), e portanto vou-me. Talvez volte, se houver
razão para isso.